Ou Isto ou Aquilo

Ou Isto ou Aquilo

26 Comments

  1. Olá Gus.

    Acompanho as suas tirinhas há certo tempo, gosto muito delas. Apenas uma correção que gostaria de fazer, psicólogos não podem receitar medicamentos. Isso é uma exclusividade da medicina, e no caso de psicotrópicos, quem os receita geralmente são os psiquiatras. A Maioria dos psicólogos combate a “medicalização” das coisas, um desses exemplos é a luta contra o ato médico, para que as pessoas não dependam dos médicos para serem encaminhados a profissionais como nutricionistas ou psicólogas, e se eu estiver certo é justamente parte disso que você quis abordar na sua tirinha. Acredito também que, um bom psicólogo poderia compreender como nosso amigo acima se sente nesse mundo. Minha sugestão é que você troque o “Psicólogo” por “Psiquiatra”.

    1. Reparei o mesmo e já ia comentar isso aqui, Bruno.
      Como não há um ‘+1’ nem ‘Curtir’, eu resolvi dar apoio por aqui.
      \o/

    2. Psicólogos não receitam remédios? Acho que eles receitam sim, mas receitam “remédios” na forma de conceitos de intepretação do nosso eu e da noção de realidade. O remédio eu escolho a hora de tomar, os conceitos não, são inseridos no nosso ser e ficam lá…para sempre. E da mesma forma que o psiquiatra, o “remédio” do psicólogo é prescrito em momentos frágeis da nossa vida. Acho que teria que mudar na tirinha pq foi colocado ele tomando um remêdio, mas na essência é a mesma coisa…
      Fazendo justiça as psicos, acho o trabalho deles fascinante e gratificante, interpretar a alma de um ser humano, por completo, é impossível…e mesmo assim eles tentam firme e forte.
      Aliás, posso fazer uma leve crítica à tirinha?
      Será que não é cruel com as outras pessoas ver elas como insetos e o personagem não se ver como inseto também? Qual o limiar entre o personagem e as outras pessoas? Será que ele não é um inseto que ainda não se reconheceu como tal? O quanto ele realmente é lúcido? O quanto todos nós podemos ser realmente lúcidos? O ser humano consegue ser lúcido de verdade? Ou ver outros seres humanos como insetos não é uma falta de lúcidez dele? O melhor de tudo: O que é lucidez? Parto do pressuposto absurdista: Todos somos ignorantes…
      O grande Descartes jamais confiou nos sentidos dele, dizia que eles transmitiam sinais não confiaveis. Principalmente em matéria de profundidade dos objetos. Tudo acabava se transformando em julgamento da mente, a partir do momento que era afirmado algo sobre o que é transmitido pelos sentidos. Ou seja, os insetos estão mais na cabeça do personagem…
      Mas, uma grande tirinha, parabéns!

  2. Concordo com Bruno, se faz necessário a alteração do termo psicólogo para psiquiátra.
    Mas, continua genial e profundo como sempre Gus.
    Parabéns. (:

  3. Gente, valeu pela explicação. Realmente não tinha atentado pra essa diferença. Alterarei aqui.
    Abs,
    Gus

    1. A Confusão é frequente, o senso comum é ver o psicólogo como um médico. Muito legal da sua parte se disponibilizar pra fazer a alteração. Continue com o bom trabalho!

  4. Fato que sua visão é realista em relação ao mundo, mas em que ponto seu senso de realidade ultrapassará os quadrinhos na web e evoluirá para um ato consistente de reação contra a insanidade padronizada do conformismo?

    … Não precisava nem dizer, mas é claro que esse é mais um excelente trabalho.

    1. Ele já faz muito expondo seus sentimentos nos quadrinhos. Ninguém precisa ser revolucionário de quarto pra saber que algo está errado.

      Ótima tirinha, como de costume.

  5. Caramba. Nosso amigo personagem é um inseto que pensa que só os outros são.
    Pior: ele acha MESMO que só ele não é inseto, e se recusa a aceitar sua condição.
    Ele acha que a “sua” visão é a certa, e acusa outras visões como “ilusórias”…
    preocupante….

  6. Boa, Franco, você tá certíssimo sobre o personagem.
    Tenho tido cansaço de dar lições de moral no fim dos quadrinhos, mas enfim: o personagem é refém de suas percepções quando o problema é, talvez, de postura (dele, claro. Mas porque não, também, do mundo ao redor?).

    Me falaram acima de superar pessimismo, etc: eu só tento pensar a realidade e traçar recortes. As interpretações dos leitores continuam em aberto – não se iludam comigo trazendo soluções, “a verdade” ou algo do tipo.

    Essa história merece aprofundamento e uma segunda parte, devo voltar a ela mais tarde.
    Abraço!

  7. Muito bom o seu trabalho, questionar e tornar seus leitores críticos também, mostrar os dois lados de uma verdade sombria que envolve seus personagens, e deixar a interpretação livre para cada um, para que cada pessoa tenha um olhar diferente sobre a sua história. Também tenho um blog de desenhos, mas direcionado ao desenho artístico e a pintura, com o objetivo principal de auxiliar os desenhistas menos experientes a utilizar referências de artistas visuais, cujo os livros são muito difíceis de serem encontrados. Continue fazendo esse excelente trabalho.


  8. Já faz tempo que te acompanho Gus, nem sempre comento, confesso, mas sempre que o leio fico maravilhado. Suas histórias são fenomenais, e nada menos que isso. E muito obrigado.
    Abraço fraterno!

  9. Um texto maravilhoso desses, e ainda tem gente se preocupando com uma simples palavra. Só porque usou-se psicólogo ao invés de psiquiatra…esse pessoal precisa mesmo de uma consulta!!!

  10. Cara, quase que me vejo na situação do personagem. Talvez eu tenha realmente o problema de achar que a culpa é dos outros e nem um pouco minha, mas o fato é que eu penso assim mesmo, muitas vezes.
    Procuro arrumar uns passatempos, algumas coisas para me fazer pensar menos nisso. Costumo entrar na internet, que já resolve, mas quando o negócio fica sério mesmo eu tenho que apelar pra o vinho ou algo assim…
    Bom, enfim, Ritual do Senso Comum foi uma ótima ideia! Espero que não se incomode se eu passar a usá-la.
    Um abraço e boa sorte!

  11. Cara, muito bom – a ideia do Bruno de trocar “psicólogo” por “psiquiatra” é boa, podias considerar isso. No mais tá muito bom!
    Passei dias tentando lembrar onde eu tinha visto essa tua tira; finalmente achei.
    Valeu.

  12. Gus, estou até agora vendo suas tirinhas e são… formidáveis. Parei nessa aqui porque tenho que ir trabalhar. Me responda apenas uma coisa: anda lendo Kafka?

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