Mulheres e Pescadores

Mulheres e Pescadores


31 Comments

  1. Perfeita a história. Linda demais.

  2. Em uma internet cheia de memes e historinhas mal feitas, é bom ver gente com faz um trabalho tão bacana como esse.
    Muito boa a história e o desenho perfeito!

  3. Mais uma vez uma história cheia de significados.Excelente.
    “Se ao menos pudéssemos ter nosso barco de volta.”

  4. Uma de suas melhores histórias.

  5. Maravilhoso! Conheci seus quadrinhos há pouco, e concordo com cada palavra que o Paulo disse acima. Seu trabalho é ótimo!

  6. Lindo, simplesmente demais!!

  7. Suas histórias são muito boas e essa me emocionou… Parabéns, sou seu fã. Continue com o bom trabalho.

  8. Simplesmente emocionante , to passando por um momento de depressao na vida e essas historias me dao um ânimo pra continuar tentando ser feliz . Parabéns Gus.

  9. Aí, rapaz.

    Então pelo visto essa era a história grande em que estava trabalhando com tanto empenho.

    Puxa, muito interessante o tom da narrativa. A protagonista narradora deu um toque intimista e bonito, inclusive com sua progressão de idade e a do pai dela. Já vi você fazer progressão de idade lá na Folha Tec também, bacana ver essa sua habilidade.

    Obviamente, fico feliz por ter tocado na questão animal mostrando a baleia vítima cruelmente mercantilizada desse jeito, como acontece na realidade tantas vezes com os animais por motivos ridículos os mais variados – apesar de em sua simplicidade os pescadores também viverem dos peixes, claro.

    E ao mesmo tempo mostra um grupo de humanos que vê o trem da “civilização moderna” passar por cima deles. É claro, não tão vitimados como as baleias, mas que levam seu pesado troco psicológico e emocional. E isso nos toca tanto, porque reagimos assim mesmo a tudo de modo mais forte: pela emoção e lembranças, e assim nos identificamos com eles.

    Notável reparar nas paletas de cores, como os tons mais escuros e deprimidos da vila (mas autênticos) contrastam mesmo com os tons alegres mas artificiais dos modernosos.

    Não vejo o que sugerir por hoje. Apenas que lance logo sua revista em quadrinhos, eheh. 🙂 Isso que você está fazendo realmente é arte e boa narrativa.

    Abraço.

  10. Nossa cara… to quase chorando aqui…

  11. Muito louco encontrarmos esse quadrinho, foi um amigo meu que avisou. Ele e eu fazemos parte de um movimento que questiona a construção de um aquário no Ceará. Ideia mirabolante do governador, que gastará 250 milhões sem licitação, mas vou te poupar os detalhes sórdidos.

    A questão é que seus quadrinhos, além de lindos, fizeram muito sentido pra gente. Essa obra seria na Praia de Iracema, onde ficou o primeiro porto de Fortaleza e onde a cidade guardava a cultura, a boemia tempos atrás.

    Aliás, testemunhamos esse processo no litoral inteiro, onde os pescadores ainda resistem, se quiser conhecer dê um toque.

    Pra retribuir com beleza, espero se você tiver facebook, dê uma olhada nos nossos álbuns: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.139051996223383.26237.100003557503411&type=3

    Se não tiver FB, temos galeria no blog. Obrigada.

  12. Cara vejo nessa tira a referencia que perdemos de viver…antes não precisava-mos de nada para ser feliz apenas da natureza e de uns anos outros…e com a busca pelo lucro alguns exploram outros para acumular riquezas o que acabou com a relação humana e o modo simples de se viver!

  13. Fico cada vez mais surpresa com a leveza e poesia de seus quadrinhos.
    Obrigada.

  14. …tremendo exemplo do que pode acontecer em qualquer lugar… e nós aqui neste cantinho da Bahia vamos passar esse ‘filme’ para todos os pescadores para que não caiam nessa conversa de ‘futuro promissor’…já basta o que vai por aí !
    valeu!

  15. Muito boa essa historia, bonita e cativante…

  16. Nossa… Muito forte essa história…É uma pena que situações como essa se repetem até hoje…
    Parabéns pelo trabalho.

  17. Bem… eu poderia elogia-lo mas seriam meras repetições, então vou agradece-lo por mostrar uma história tão cativante, são coisas da vida que o “cérebro ignorante” não procura entender, e você Gus mostra elas em forma de arte.

    Obrigado Gus. o/

  18. Muito bem bolada a história. O talento é evidente.

    Mas, Gus Morais, me desculpe pelo que vou escrever agora, mas acho esse o local e o momento ideal para um desabafo.

    Tenho uma crítica forte a alguns aspectos da mentalidade brasileira, que é compartilhada com a grande maioria dos outros países aprofundados em subdesenvolvimentismo, emergentes eternos.

    Por que faço esse desabafo na sua história? Porque acredito que ela revela de forma exemplar a mentalidade da qual estou falando. A moral da história parece a do homem branco que chega, pilha, e destrói tudo, como um perfeito vilão, em uma terra onde viviam pessoas puras em um estado de completa harmonia.

    Só que isso não existe. Viver sem progresso não é nada fácil. A vida de um pescador não é nada boa. Duvido que muitos pescadores não reclamam da vida que tem e gostariam de mudanças. A vida deles também é cheia de problemas. Tentar passar a imagem de progresso como algo ruim e oportunista é algo que parece cativar cada vez mais o pensamento de setores do Brasil.

    Eu vejo bem diferente. Eu acho que não querer dar progresso para as pessoas é literalmente arrancar oportunidades delas, de dar coisas novas à ela, escolhas, e facilidades que hoje temos nas nossas vidas e que elas nunca tiveram a chance de conhecer. É egoísta e narcisista. Egoísta porque não queremos dar as pessoas vantagens que temos. É narcisista porque nos colocamos na posição de decidir por elas o que é melhor para elas.

    Não digo que o progresso não traz coisas ruins junto com as coisas boas. Mas também é óbvio que as coisas boas superam as coisas ruins, senão ao invés do processo de urbanização que vemos no mundo, iríamos experimentar um processo de ruralização voluntária das pessoas.

    Se as personagens das tiras tivessem realmente uma vida tão perfeita antes e o progresso estragou tudo, então, como pessoas livres, por que elas não tomaram a decisão de mudar a realidade para uma que lhes fosse mais confortável? Se elas não fazem isso por elas mesmas, por que seria obrigação de outras pessoas fazerem?

    É da mentalidade que tanto critico o comportamento de achar que todas as mazelas da nossa vida é culpa de algum outro que nos explora, ou do governo que não faz o seu papel. Mas, quase nunca é nossa mesma. Se alguém não consegue pagar as contas no final do mês, se o preço dos remédios está alto, se o seu país é liderado por corruptos, ela se resigna a reclamar e apontar o que todos deveriam fazer para melhorar a situação. Mas ela, particularmente, não faz nada. Não passa pela cabeça dela que talvez ela não consegue pagar as contas porque está gastando mal, que os remédios estão caros porque não cuidou da sua saúde, e que o país é cheio de corruptos porque ela votou errado. Mas a dura realidade é que muitas das vezes a culpa é da própria pessoa.

    A mentalidade que acredito é a do pragmatismo. Não faço juízos de valor a priori das coisas até que elas aconteçam. E se ela não der certo, eu não teço previsões apocalípticas a todas as outras coisas paralelas que parecem semelhantes com a primeira que deu errado. Não desconfio das intenções das pessoas. Não acredito que uma coisa “pode” só porque a intenção parece boa, e outra “não pode” só porque a intenção parece má. Ela pode ou não pode, independentemente de intenções. Assim se faz justiça.

    Também acredito que as pessoas são donas do próprio nariz, são todas capazes de fazer escolhas por si, e que somente a própria pessoa deve ser culpada pelas escolhas que fez. Por isso não compadeço de pessoas que se sentem exploradas, exatamente porque acredito no livre arbítrio. Se algo me faz mal, eu não acho que a posição de vítima me faz jus, tenho que lutar contra isso, e não é obrigação de mais ninguém lutar pelo que eu quero a não ser eu mesma, já que todas as pessoas tem problemas e vão elas próprias lutar pelo que querem.

    Eu sei que posso estar parecendo um estraga-prazeres, mas é que sempre que eu vejo esse tipo de mentalidade, eu me sinto forçado a deixar esse tipo de recado. É um desabafo, é um grito de alguém que está desesperado por se fazer ouvir.

    O Brasil é afundado em discursos ideológicos. Queremos colocar em pratos limpos o que é “puro” e o que é “impuro”, o que é “bom” e “mau”, o que é “certo” e “errado”. Enquanto perdemos tempo com isso, outros países pragmáticos constroem o futuro. E depois ficamos nós, atrasados, culpando-os pela nossa própria falta de sensatez, tentando nos livrar de nossa própria culpa com um discurso anti 1º mundo que é recheado com uma dor de cotovelo indisfarçavel.

  19. Ai ai… Simplesmente MARAVILHOSA. Mais uma vez seu trabalho me enche de satisfação. Pela arte, pela qualidade, pela mente. E por vir de você. Você está cheio de riquezas e compartilha da forma mais bonita com todos nós. Portanto, obrigada. Melhor que isso é não ousar te reduzir ao seu material. Você é mil vezes mais. Beijo, meu amigo!


  20. Um bom dia para os defuntos?

  21. Levou lágrimas a meus olhos. Lindíssimo. Seu trabalho é excelente, Gus.
    Comecei a apreciá-lo hoje e me surpreendi imensamente com sua sutileza e emoção.
    Saúdo-o!

  22. Histórias que entalam um osso de baleia na garganta…

  23. Adoro seu trabalho gus,essa é uma das minhas prediletas.É muito tocante e singela

  24. Caraca maluco tuas historias são supimpas manu

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