7. Privilégios

7. Privilégios

65 Comments

  1. Nossa, Gus, nunca um quadrinho foi mais sincero, mais profundo ou me tocou mais, de um jeito ou de outro.
    E eu tenho certeza que as lembranças que os seus filhos terão não carregarão raiva ou qualquer frustração.

  2. Vim aqui por indicação da Ferdi e me surpreendi bastante..
    Como ela disse aí em cima, “nunca um quadrinho foi mais sincero, mais profundo ou me tocou mais”.

  3. achei muito corajoso da sua parte fazer esse quadrinho (1o pra vc, e dps pra todos verem). foi tudo novidade pra mim, e, msm que a gente nãos e veja sempre, vou mandar vibes boas daqui – msm que vc não dê a mínima pra isso 😛

  4. Buenas, Gus. Complicado tecer comentários sobre um trabalho desses. Talvez justamente por isso deva lhe dar os parabéns.

  5. Nada tenho a acrescentar. Só estou comentando pra te dar os parabens mesmo.

  6. Nunca li um quadrinho que expressasse tanto algo tão pessoal do artista.

    Parabéns por ele, mesmo sendo triste, eu aprecio. 🙂

  7. Caralho Gus, esse quadrinho me tocou bastante! Muito bom.
    No geral os quadrinhos deste site me trasmitem emoções fortes, bem diferente dos quadrinhos de humor que estou acostumado a ler. De qualquer maneira, eu aprecio o seu trabalho. Parabéns e obrigado por nos dispor sua arte gratuitamente. 🙂

  8. Caralho….esse….foi….foi realmente, tocante.
    Eu não sei nem o que mais comentar. Apenas….wow.._.

  9. Fiquei boquiaberta com seu trabalho. Penso que o artista só é capaz de tocar o outro quando não esconde nem mesmo as vísceras: te agradeço.

    Me envergonho por fazer isso, mas me identifiquei tanto que, em resposta aos seus quadrinhos, envio duas poesias que fiz para a minha mãe: uma em texto, outra em vídeo. Eu a perdi em outubro do ano passado. Minha raiva passou quando entendi que meu ódio era pela doença e não propriamente por ela: também passei anos entre suas feridas físicas e emocionais.

    “A mãe que queria ser filha”: http://migre.me/3LxYA // “Inventário”: http://migre.me/3Ly1d

    No mais, agradeço novamente pelo seu trabalho. Que venha muito mais por aí!

    Abraço, Gisele.

  10. bom demais, cara…. deve ter sido mto difícil pra vc fazer este quadrinho, parabéns pela coragem de encarar as coisas de frente, sem hipocrisia…. espero que já tenha lembranças melhores do velho…. um abraço

  11. Interpretei sua tira como um aviso, obg.

  12. Sem querer alguém twittou um link pro seu site. Curiosa, fui lendo uma HQ, outra e outra… E nunca, jamais, encontrei uma, na qual me identificasse tanto, como essa. Em 2010, perdi meu avô, fui criada por ele, então ele foi meu pai. Passou pelo mesmo que passei. Anos a fio de tortura diária pela saúde dele e ele não se importar. Saber que não ia melhorar, se entregar. Um sofrimento sem fim. Aliás, teve fim em 22 de junho de 2010. Meu aniversário de 21 anos. Recebo a ligação da minha avó dizendo que ele havia falecido. Eu estava “aproveitando” meu primeiro dia de férias do meu antigo trabalho. Até hoje, não sei se tenho rancor, raiva de tudo o que não foi feito pra melhorar a situação, ou se simplesmente sou indiferente. Sempre amei o meu avô, mas essa perda, pra mim, não tem perdão. Infelizmente, não dá pra voltar atrás. Só levar como exemplo.
    Comentário grande e inútil pra você, claro. Você tem seus problemas, diferentes ou não. Mas eu precisava desabafar. Porque encontrei alguém que sentiu o mesmo e meus amigos sequer entendem.
    Obrigada. Sei lá porquê, mas obrigada.

  13. Li e reli e até agora estou chocada.
    Incrível a sua narrativa e, principalmente como você foi sincero.

    “Ainda não decidi se devo me arrepender. ”
    “De repente, criar se tornou banal e impossivel diante de uma dor tão real.”

    A medida que fui acompanhando e entendendo o que tinha acontecido, senti como se fosse eu que estivesse vivendo aquilo, mesmo não tendo passado por nada parecido .
    Tão emocionante…

    E parabéns não só por este quadrinho tão corajoso, mas por todos os outros também .

  14. Nunca tinha lido uma tirinha que me desse esta necessidade de torcer a boca pra não começar com um choro.

  15. Sou psicólogo, minha pós é em Morte e Luto. Por isso esse seu trabalho me tocou bastante.
    Cara, que bom que você conseguiu falar. Conseguiu expressar tudo isso.
    Primeiramente, parabéns pelo artista que é. Algo que achei fora do comum. Fantástico.
    Depois, veja os depoimentos. Quanta reflexão vc está provocando. E não é só neste incrível trabalho. Conheci o teu trabalho através da obra “Mapas”, que também é simplesmente genial. Continue. Continue. Continue. Um grande abraço,

  16. Fantastico. De uns tempos pra cá comecei a achar a tragédia como uma das mais sublimes demonstrações do ser humano enquanto tal. Acho que começo a entender um pouco de onde vem sua visão crítica (que admiro porque também a compartilho) sobre as coisas. Para mim o sofrimento é transformador.
    Os 6 ultimos quadrinhos me fizeram lembrar do filme Melinda e Melinda onde se mostra que uma mesma história pode ser contada como se fosse uma tragédia ou uma comédia. Acho que este filme pode ser usado para ilustrar mais ou menos o movimento de pegar algo que nos machuca e transformar em algo mais brando ou enriquecedor. Bom pelo menos eu estou neste processo e é a forma como tenho encontrado para lidar com coisas da minha vida. Pegar as coisas ruins e transforma-las em coisas boas ou aceitaveis… Espero que voce, no seu próprio tempo, encontre uma re-significação para suas questões. Um grande abraço.

  17. Caralho… Emocionante mesmo. o site ta de parabens. Ja adicionei ao meu blog pois sua arte é algo que todos devem apreciar.

  18. Não esperava me emocionar tanto com uma hq.

  19. wow, sinto o mesmo pelo meu pai…

  20. Nossa cara…. Chorei… só posso dizer isso. Chorei!

  21. cara… passei exatamente pela mesma situação… e até pelas mesmas palavras que vc colocou aí. obrigado por conseguir traduzir isso em imagens tão claras, pq eu, até agora, não consegui.

  22. Espero que esteja satisfeito por fazer um homem de 40 anos chorar. Puta que pariu vai tomar no seu cu.
    No bom sentido.

    Não sei, sou pai e sou filho ainda. É uma porra do caralho mesmo. Preciso comer uma pizza.

  23. Gus, sinto o mesmo pela minha mãe. Só que ela ainda está viva, e eu não sei por quanto tempo. Queria fazer as pazes, mas realmente não dá. Às vezes me pego pensando se qdo. ela não estiver mais aki vai ser um alívio, ou não… se vou ficar mais mal ainda… Enfim, obrigada pela sinceridade do quadrinho.

  24. Gus Morais, essas histórias são verídicas? Aconteceram com você?
    Seus quadrinhos são muito interessantes, com algumas histórias eu até me identifico. E me inspiro também, porque quero fazer uma história em quadrinhos para um concurso daqui do Estado, mas estou meio sem perspectiva… 🙁
    Mas você está de parabéns por fazer com que pessoas se emocionem lendo suas histórias. \o/

  25. Oi Guto..todos nos identificamos com historias como essas, mas poucos de nos conseguem expressar tao bem esses sentimentos..eu e tia Sonia achamos lindo…gostaria de ver a continuacao dessa historia..beijoo .tia Haydee

  26. Realmente muito tocante.
    Essa é uma tirinha que faz com que nós reflitamos de verdade. Causa também um certo medo, principalmente para quem tem um pai com características parecidas, assim como eu tenho.
    Parabéns pelo seu trabalho bem expressivo.

  27. Essa é a segunda vez que leio essa tira, e assim como na primeira vez, chorei no final. Parabéns Gus, você é fantástico.

  28. Nunca havia chorado me uma tirinha, parabéns rapaz, seu trabalho é fantástico.

  29. Olá Gustavo! Meio sem querer cai no seu blog novamente, mais por curiosidade ou impulso, sei lá… mas ao ver a foto do seu pai no penúltimo quadrinho, me deu um aperto de saudade, e me pareceu ouvir as risadas dele, dizendo “o meu…”. Ele era um sonhador e um buscador, e espero que ele tenha percebido o valor da sua caminhada, mesmo com todos os erros e acertos, pois é isso mesmo, somos humanos e estamos aqui para trabalhar… esse seu quadrinho é a sua cara, embora o seu avatar esteja muito bonito, pois cara, tu é mais feio…

    Abraços…tio Elieser

  30. muito bom…
    Eu me lembrei do meu avo paterno…Era do tipo teimoso , que nao qeria tomar remedios , vivia feliz , embora com pouco dinheiro , um dia toda a familia se reuniu , jogamos truco , bebemos , mais ou menos 1 semana depois ele teve um derrame cerebral , ficou internado por semanas , depois voltou pra casa , eu e meus pais fomos vizitar ele na sua casa, ele ja nao falava , andava , mal respirava, eu fui abrassar ele e notei que ele se esforçou pra esticar o braço pra poder me abrassar , vi seus labios se mexendo como se ele fosse dizer “eu te amo” nesse dia eu durmi na sala , num velho sofá quando ainda dormindo eu ouvi meu tio chorando , e derrepente minha mãe me acordou dizendo “filho o vo ta morto” foi uma das piores palavras da minha vida , ele estava aguentando todo aquele sofrimento… E quando eu chegei lá ele tentou me dizer “eu te amo” e logo depois morreu … numca vou me esquecer dele , meu avo , meu melhor amigo… até hoje me lembro da pior cena que eu vivi que foi quando eu vi ele sendo enterrado e quando eu notei que numca mais iria ver ele … eu tinha uns 12 ou 11 anos… 🙁

  31. Muito bom Gus, realmente me emocionei, mesmo assim ri da referencia á Sandman.

  32. Porra, seus quadrinhos são ótimos, mas esse realmente é d+.

    Ver no meu pai um exemplo daquilo que eu não quero me tornar.

    Essa frase acabou comigo.

    Vlw!

  33. Não consegui chorar.
    Pai, saudades de sua filha cruel.

  34. Sou pai.

    Sou filho.

    Talvez por causa deste duplo papel, seu quadrinho me jogou para uma terceira margem…Não sei se devo chorar…mas estou quase me decidindo… Valeu!

  35. Venho aqui por recomendação do Ge Garcia, e isto já diz muito do seu trabalho Gus, quando uma necessidade de passar uma novidade à frente é mais forte que a vontade de guardar só para si um “achado” impressionante.
    Sua visão de HQ é interessante também por se aproximar muito de storyboard para roteiro de cinema, e esta roteirização é confessionário se não de uma igreja, de uma cela, ao menos de um verdadeiro artista. Parabéns.

  36. Mexeu comigo esse quadrinho.. a visão intima do artista, fantástica a emoção transmitida nos quadrinhos..


  37. puxa. não tinha visto ainda esse memorável quadrinho, cara. deve mesmo ter sido bem complicado pra vc trabalhar nele. mas imagino tb que foi algo natural. muitos de meus poemas escrevi como válvula de escape para emoções extremamente duras que eu vivia em cada época… como esta, sobre meu suposto tumor, um cisto, e deficiência visual (por mais que extremamente decodificada, e por isso ninguém entendeu isso, rs): http://mauriciokanno.deviantart.com/gallery/35841326#/d4sli85

  38. Gus meu velho, mesmo conhecendo bastante teu trabalho eu ainda não tinha lido privilégios. Resolvi arriscar e ver porque essa história deu nome ao livro.

    E puta merda, agora eu sei o motivo da tua decisão.
    Nada mais verdadeiro do que essa história.

  39. Gu só o que digo neste momento é parabéns pelo filho que voce é, forte, corajoso, seu pai tinha o jeito dele mas sempre elogiou muito os filhos, parabéns pela coragem, isso não é apenas uma história é uma lição, que devemos ter como exemplo. bjs querido.

  40. Guto, eu fiquei encantada com seu trabalho! Li com admiração e carinho, curtindo cada quadro e depois espero ter oportunidade de comentar mais detalhadamente. Entretanto, Privilégios me tocou profundamente, não só por ter conhecido o seu pai e saber o quão turrão podia ser, embora os amasse verdadeiramente…. também porque talvez você tenha externado um sentimento que experimentei recentemente, quando perdi um irmão turrãozinho como ele. Uma impotência que nos enlouquece! Um saber que de nada serve… para ajudar quem muito queremos bem e vivo. Parabéns pela sua coragem no enfrentamento desses sentimentos que precisam ser vivenciados e trabalhados. Parabéns pelo filho maravilhoso que você sempre foi para o seu pai! Comentei com nossos amigos ex-Aol que Zezinho deve estar com um imenso babador lá no céu! beijinhos

  41. O EU E O OUTRO

    Não tomo consciência de mim mesmo senão por meio dos outros.
    Deles recebo as palavras, as formas, a tonalidade que formam a primeira imagem de mim mesmo. Só me torno consciente de mim mesmo, revelando-me para o outro, por meio do outro e com a ajuda do outro.

    (Bakhtin)

  42. Sabe Gus, eu realmente preciso te agradecer.

    Eu nunca li nenhuma HQ tua que não me instigasse, provocasse uma intensa reflexão, mas essa é a única que me permitiu exorcizar parte dos demônios que carrego comigo também. Tenho raiva de diversos membros da minha família que estão doentes ou já mortos e as escolhas que eles tomaram… E tenho mais raiva por saber que eles não duram pra sempre. E uma parcela de raiva de mim mesmo por às vezes passar semanas sem vê-los e ainda ter a prepotência de pensar que eles deveriam viver mais.
    Me identifiquei com essa HQ não apenas pela dor da perda, mas pela sensação de impotência que nos dá ver alguém em sofrimento sem conseguir ajudar e pelas diversas formas de raiva que nos contaminam, nos tornando incapazes de perceber que, simplesmente, o essencial é estar com aquela pessoa que amamos. Dedicamos tanto de nossas forças para tentar salvar essas pessoas que quando o cansaço nos vence, nós desistimos, quando eu acho que deveríamos ter gasto essa energia COM as pessoas, não para forçá-las…

    Sei lá, essa realmente mexeu comigo. Muito obrigado por esse momento e continue com esse trabalho enquanto ele te fizer feliz.
    Grande abraço.

    1. “E uma parcela de raiva de mim mesmo por às vezes passar semanas sem vê-los e ainda ter a prepotência de pensar que eles deveriam viver mais.”
      Acho que se afastar às vezes também é uma tentativa egoísta de se afastar da perda iminente, de tetar não “vê-la”, quem sabe. Pelo menos é a sensação que eu tenho quando faço isso.

  43. Eu devo agradecer a você por ter feito esses quadrinhos… Nunca me identifiquei tanto com uma obra. Talvez, graças a você, eu ainda tenha tempo de reparar essa raiva… Eu espero de verdade que isso aconteça, mas é difícil! Obrigado de verdade…

  44. Sem palavras Gu Morais. Me emocionei lendo a HQ.

  45. nossa, entendo demais. me identifiquei num nível monstro. não tava esperando chorar com um quadrinho hoje.

  46. Nossa, achei tão corajoso e lindo e triste, e ver a fotinho do seu pai no fim, eu não esperava, suspirei, acho que a tristeza é bem mais pelos momentos felizes e entendimentos que poderiam ter sido do que pelos erros e brigas que temos com os outros, e cada entendimento é um milagre, rs, meu amigo… obrigada!

  47. Dia 07/05 foi a vez do meu José, meu pai se foi e como ja conhecia esse quadrinho tive que vir e voltar a ler, ainda é dificil ver que tudo isso aconteceu e hoje sei o tamanho da coragem que tu teve em fazer este trabalho.

    Eu não tinha tanta briga com meu pai, mas sempre fui muito distante, visitava tambem como melhores amigos, depois da nossa guerra, sempre nos reencontravamos e como de costume ele ria, contava piada e fazia todo mundo feliz.

    Hoje falta um pedaço em nossa vida, não tenho teu talento, nao posso homenagear ele desta forma, por isso novamente te dou parabens pelo trabalho.

    Gus, valeu por nos presentear com um trabalho tão bom.

  48. Apenas quero parabenizar pelas obras de arte que você cria, e pelo talento de transformar o que te move, ainda que seja dor, em algo tão belo.

  49. Eu sinto que eu mudei depois de ler isso. Não sei explicar, mas alguma coisa mudou em mim, você me fez enxergar alguma coisa que antes eu não via, só não sei dizer o que é porque acho que não tem nome… Talvez, sei lá, talvez você mostrou um pedaço da sua alma, e isso me fez ver um pedaço da minha também. Obrigado.

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